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O que é o SEO?

Publicado em Março 31, 2020 por helder.ribeiro

Categorias : Lojas Online , SEO , Websites , WordPress

SEO (Search Engine Optimization) é definido como um conjunto de estratégias e técnicas com o objetivo de potencializar e melhorar o posicionamento de um site nas páginas de resultados naturais (orgânicos) nos motores de busca, conquistando mais visitantes e consequentemente mais conversões.

Essencialmente o aumento de visibilidade (SEO) nas buscas orgânicas, faz com que esteja ao alcance de mais pessoas, gerando mais visitas, ou seja, aumentando o tráfego orgânico. Se estiver otimizado para os termos corretos, alinhado com o seu público-alvo, estas visitas podem gerar conversões. Esta sequência é fundamental para uma boa estratégia de SEO.

Neste guia de SEO abordamos técnicas de otimização on-page, pesquisa de palavras-chave, link building e ainda dicas de redes sociais e busca local, todas para melhorar o seu posicionamento, as suas visitas e conversões.

Search Engines e a Web

A World Wide Web (WWW) é um aglomerado de websites conectados entre si que cresce mais e mais a cada dia. Se possui um website sabe que, todos dia, surgem novos concorrentes, pessoas, empresas e grupos, que falam dos mesmos assuntos e, em muitos casos, de uma forma melhor. Assim, perante o crescente número de concorrentes, cada empresa ou pessoa deseja destacar-se cada vez mais, atingindo um maior público.

Para tornar toda esta informação acessível surgiram os motores de busca, tais como o Google. Estes motores são automatizados para correr toda a Web, indexando toda a informação disponível e em seguida, esta informação é disponibilizada para consulta.

Estes motores de busca necessitam de um algoritmo para classificar uma página com relação a um determinado termo, ou tema, fazendo com que cada página possa aparecer numa determinada consulta na base de dados da pesquisa.

Rankings na Web

Surgiu com diretórios que continham categorias para escolher em qual o seu site se encaixava. Com a evolução da Web e das tecnologias, surgiram os motores de busca, capazes de escolher automaticamente as melhores páginas que atendem melhor às suas necessidades, no caso, a sua consulta.

Toda esta capacidade de escolha dos motores de busca atendem a algoritmos, índices e indicativos de qualidade, onde cada página recebe um determinado peso para uma consulta singular. Em termos gerais, se a sua página é relevante ao algoritmo, deve aparecer bem posicionada nos resultados de uma ou mais consultas.

Quais os famosos algoritmos ou índices?

Podemos resumir os algoritmos em: PageRank, o algoritmo do Google;  TrustRank, desenvolvido por investigadores Stanford e do Yahoo!; e o BrowseRank, recentemente divulgado pela Microsoft.

PageRank

O PageRank é um algoritmo de avaliação de um agrupamento de páginas interlinkadas, como por exemplo a Web, que tem como finalidade classificar as páginas por relevância perante este conjunto de páginas.

A ideia básica é que cada link conte como se fosse um clique. Quanto mais cliques (links) a página recebe, maior a sua relevância.

TrustRank

O TrustRank é um algoritmo de classificação baseado em confiança. Foi desenvolvido por Gyongyi, Garcia-Molina e Pedersen em 2004 e tem basicamente a mesma filosofia do PageRank: avaliar páginas na Web.

Podemos ver o TrustRank como uma adaptação do PageRank, mas com uma diferença principal: são escolhidas páginas de semente, onde a confiança é dada e assim se espalha pela Web.

Por exemplo, atribui-se que o New York Times, um jornal americano respeitável, possui 1.0 de confiança (trust). Ou seja, cada página que ele linkar é a atribuido um indicativo de confiança (trust), tornando o site mais confiável. Em seguida, cada página linkada por este outro site ganhará confiança (trust) também.

Este tipo de algoritmo também permite o processo inverso, ou seja, pode-se definir que páginas são SPAM e propagar um nível negativo de confiança, assim, sites que se relacionam com páginas de trust negativo poderiam o raking final.

BrowseRank

Diferente do PageRank e do TrustRank, o BrowseRank é um algoritmo que avalia o comportamento do usuário na Web.

Basicamente o BrowseRank possui duas informações cruciais: que páginas o usuário visitou e quanto tempo permaneceu nelas. Estas duas métricas podem realmente fazer diferença, uma vez que saber o tempo que cada usuário permaneceu em cada página pode dizer se a página é de confiança e se possui conteúdo relevante, assim como, podemos notar facilmente como o usuário se comporta de página em página, e quais os caminhos que ele faz com mais frequência.

Entender o SEO

Search Engine Optimization (SEO) é um conjunto de técnicas, métodos e/ou estudos que visam melhorar o posicionamento de páginas nos motores de busca, ou seja, quando um usuário digita no motor de busca uma palavra-chave, o objetivo do SEO é fazer com que uma (ou várias) das páginas do seu website, apareça entre os primeiros resultados da busca orgânica.

É muito importante não confundir os resultados orgânicos com os resultados patrocinados. Como exemplificado na imagem, os resultados orgânicos são marcados com verde e os resultados patrocinados são marcados com vermelho.

Apesar de nos dias de hoje a diferença visual ser pouca, na prática a diferença é muito grande. Hoje, para aparecer junto aos resultados patrocinados, a empresa ou pessoa precisa anunciar através da plataforma Adwords. Já para estar entre os primeiros resultados orgânicos é necessário um trabalho real baseado em diversas técnicas de SEO.

Fatores de otimização On-Page

Os fatores de otimização On-Page objectivam a melhoria de requisitos diretamente ligados ao site, ao seu código fonte e podem envolver alguma necessidade de programação ou toque de criatividade para obter os melhores resultados com estes fatores.

Título da página

De todos os fatores On-Page, o título da página, definido pela title tag (<title>) é o ponto mais importante a ser trabalhado.

Palavras-chave e Nome do Site

Na composição do título de cada página, é importante que sejam utilizadas as palavras-chave mais relevantes ao conteúdo oferecido por cada página, e interessante que o nome do site apareça também, assim, cultiva-se uma fixação da marca do site à medida que as pessoas se deparam com as suas páginas nas ferramentas de busca.

Quando a sua marca tem relação com o conteúdo, tem-se o benefício adicional de carregar mais uma ocorrência de uma palavra-chave importante no título da página. Quando não tem, ainda assim é válido utilizar o nome do site ou empresa para fixação/exposição da marca.

Quantidade de Caracteres

Além de observar a estrutura do título, outro ponto a ter em atenção é a quantidade de caracteres utilizados no título das páginas.  Não existe nenhuma regra definindo a quantidade ideal, mas o bom senso e um pouco de observação ajudam a chegar a um bom número.

Tradicionalmente, recomenda-se o uso de 58 caracteres, pois assim, assegura-se que cada palavra no título será mostrada por inteiro nos resultados de pesquisa. Mas, com um pouco mais de observação sobre o título, percebe-se que não há perda de posicionamento se ultrapassar a quantidade de caracteres. Claro, não interessa que sejam 100 ou 120 caracteres, mas cruzar a linha dos 60 e mantidos abaixo de 80,  ainda se consegue um bom efeito de SEO.

O ponto negativo de cruzar esses limites é que, embora o motor de busca (Google por exemplo) capture a informação que está além dos 58 caracteres, o utilizador não vai ver, pois, tipicamente, os motores de busca utilizam reticências (…) quando o título fica grande demais. Se a perda for pequena para o utilizador e houver vantagem para o motor de busca, então vale a pena utilizar títulos maiores.

Meta Tags

Seguindo a Title Tag, as meta tags a ter em atenção agora são a meta description tag e a meta keywords.

Um dos pontos a destacar quando se está a fazer a otimização on-page de um site é a criação de meta tags para cada uma de suas páginas. Quando falamos da meta description, é válido e deve ser uma regra:

Criar meta descriptions únicas, criativas e que o seu conteúdo seja fortemente relacionado ao conteúdo da página em questão.

Isso faz toda a diferença na oportunidade que terá em receber cliques do utilizador, uma vez que o conteúdo da meta description não é utilizado pelos motores de busca para posicionar uma página diretamente.

Meta Tags de Qualidade

Criar uma regra para que as meta tags (description) sejam colocadas de forma automática, a partir do assunto da página, é uma alternativa muitas vezes viável e prática, mas a criação manual de meta tags gera resultados muito mais relevantes. Claro que isso não é possível de ser feito para 100% dos sites e das páginas, mas a automatização deve ser deixada para último caso.

A qualidade de uma meta tag tem dois lados a serem avaliados:

  • Como uma pessoa avalia a meta tag
  • Como um motor de busca avalia a meta tag

Para uma pessoa, a meta tag precisa ser atractiva, interessante, informativa, curiosa e com um toque de call-to-action. Para um motor de busca, a meta description é simplesmente relevante no requisito de texto, mas acaba-se por utilizar informações sobre taxa de cliques (CTR) para privilegiar o resultado.

Quando falamos sobre meta keywords, basta selecionar as palavras importantes da página e listá-las juntamente com as suas variações e sinónimos.

Meta Tags: Quantidade

O maior desafio na criação de meta tags é a quatidade de caracteres em cada informação.

Por exemplo, da mesma forma que ao criar um título, é interessante que apareça o nome do site mais o título da página e mais algum outro detalhe relevante, tudo isso sem ir além de 58 caracteres; para a meta description, a preocupação é não cruzar 160 caracteres e ainda passar a mensagem sobre o conteúdo da página utilizando os termos importantes para a página.

Claro que cada valor não precisa ser seguido à risca. Ultrapassar os 158 caracteres na meta description não resulta numa penalização ou demérito por parte dos motores de busca. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre quantidade e qualidade.

Heading Tags – HTML Tags: H1 – H6

As Heading Tags (h1 – h6) foram criadas com o intuito de marcar pontos em destaque no seu conteúdo, mas nem sempre são usadas de forma adequada para fornecer ao utilizador uma boa experiência na leitura. Embora visualmente possa não ser perceptível a diferença entre um conteúdo bem organizado contra um mal organizado entre essas tags, para um motor de busca, a organização faz todo a diferença.

Os motores de busca definiram que as heading tags possuem um grau de importância para o posicionamento de sites obedecendo à mesma filosofia que nós usamos na leitura dos subtítulos de um texto. É fundamental o SEO utilizá-las de forma clara e efetiva.

Uso Correto de Heading Tags

A tag <h1> deve ser usada como o título principal da página, e de conteúdo muito parecido (ou igual) ao conteúdo da própria title tag. É a heading tag mais importante para uma página, informando o principal conteúdo da página. Deve aparecer a principal palavra-chave da página, ficando visualmente destacada para o utilizador. Desta forma, o destaque visual indica ao visitante o principal foco da página, e o fato de ser a tag <h1>.

A tag <h2> deve ser utilizada quando a página abordar subtópicos referentes ao tópico mencionado no <h1>; é aí que são utilizadas variações de palavras-chave, bem como aumentada a ocorrência da palavra-chave do tema da página em pontos importantes, aumentando a relevância da página.

Daí em diante, o processo é o mesmo para as restantes tags. Se for utilizada a tag h3, deve ser um subtema relacionada com a tag h2. Para as tags h4 -h6, funciona da mesma maneira. Em vias práticas, raramente uma página irá além da heading h3, a menos que o seu conteúdo seja muito extenso e seja necessária a divisão em tópicos cada vez mais refinados.

É importante fixar que cada página deve conter um, e apenas um, <h1>. Contudo, quando se utiliza a formação HTML5, deve ter no máximo uma tag <h1> por seção.

Outro fato muitas vezes esquecido e que consistem de um erro é quebrar a hierarquia das heading tags. Esta hierarquia define o uso correto das heading tags por ordem de relevância e sequência de uso no código HTML de uma página. Por exemplo:

H1

  • H2
  • H2
    • H3
      • H4
      • H4
    • H3
  • H2

Esta estrutura segue o alinhamento de heading tags e esta é a ordem segundo a qual essas tags devem ser encontradas no código, ou seja, ao se fazer a leitura (leitura mesmo) do código HTML, a primeira heading tag encontrada deve ser o h1. Prosseguindo a leitura, deve ser encontrado um h2, que pode estar divido em headings h3 e assim por diante. Também é válido um novo subtópico pertencente a um h2 ou um novo subtópico marcado num h2, derivado do tema principal marcado pelo h1 da página.

O contrário de seguir essa hierarquia ficaria assim, por exemplo:

H3

  • H2
  • H1
    • H4
      • H3
      • H2
    • H4
  • H2

As heading tags são semanticamente definidas para estabelecer títulos e subtítulos num conteúdo, e assim devem ser utilizadas.

Exemplo de Uso

O uso apropriado de heading tags pode ser exemplificado da seguinte maneira:

  • <h1>SEO – Otimização de Sites</h1>

Neste h1, ficou definido o tema principal da página.

  • <h2>Estratégias de SEO</h2>

Já no texto do H2, algo mais específico, ou seja: uma subsecção do H1, mas ainda com keywords relacionadas com a página. Isso ajuda as ferramentas de busca e, principalmente, o utilizador a achar e classificar o que o site oferece.

  • <h3>Otimização On-Page</h3>

Assim como no H2, o H3 tem que ser um complemento do Hx(1-5) superior. E essa regra deve ser seguida até a tag H6, criando relacionamentos e organização de conteúdos de modo a orientar, tanto motores de busca, quanto visitantes, sobre o que é oferecido na página.

Palavras-chave – Conteúdo e URLs

O uso de palavras-chave deve ser planeado basicamente em 2 ramos: conteúdo e URL. Para conteúdo, é importante definir que palavras serão utilizadas em cada página, bem como a distribuição de todas as palavras pelo conteúdo do site. Já as URLs devem ser criadas baseadas no conteúdo que vai hospedar, geralmente, apresentando uma variação da palavra-chave principal de tal página.

Desenvolvimento do Conteúdo

Aliado à ideia de organizar o conteúdo em subtópicos e definir heading tags está o planeamento do uso de palavras-chave ao longo de uma única página, bem como de todo o site. A cada novo subtópico, ramo ou derivação de tema, uma nova palavra-chave surge (e são chamadas de keywords de Long Tail) e deve ser bem cuidada. É muito comum entre SEOs ou donos de sites que se detenha toda atenção sobre a keyword principal do negócio, por gerar um volume alto de pesquisas e visitas individualmente. Mas isso é um erro grave.

Uma análise sobre as visitas de todas as keywords de entrada num domínio pode mostrar que, embora individualmente uma única palavra possa gerar, por exemplo, 1000 visitas (e ser a principal entrada de visitas isoladamente) contra 200 ou 100 visitas sendo geradas por keywords secundárias, o volume de visitas por keywords secundárias frequentemente supera o volume dessa keyword principal.

Ou seja, embora uma única palavra, a principal, possa gerar 5 vezes mais visitas que uma secundária (1000 vs. 200 visitas), todo o conjunto de visitas por keywords secundárias, supera essa keyword principal (1000×1 vs. 200×50 visitas).

Por isso a importância de considerar, também, as palavras secundárias e procurar listá-las todas para se ter uma melhor visão sobre o que pode ser conteúdo para uma página ou para um site. É como escrever um conteúdo pensando em otimizar a palavra “SEO”, mas também considerar o uso de “Estratégias de SEO”, “Análise de SEO”, “Otimização SEO” ou outras combinações dentro de uma mesma página e distribuídas por todo o site.

Otimização de URLs

Quando se olha para a barra de endereços do navegador e se consegue saber qual o conteúdo da página, antes mesmo de carregar esse conteúdo, temos um URL perfeito. Uma única e simples linha que transmitirá informação suficiente sobre o conteúdo e chamará a atenção por si só.

A otimização de URL começa com a escolha do nome do domínio. Preferencialmente, o URL do domínio deve conter a keyword principal do site. É notável como o SEO valoriza e posiciona bem sites cujo nome do domínio são idênticos ou muito próximos dos termos pesquisados.

Quanto mais curta o URL, mais fácil será lembrá-lo. De preferência, que sejam URLs sem parâmetros:

  • orangedynamic.pt/artigos/artigo-sobre-seo

Em vez de:

  • orangedynamic.pt/artigos.php?id=132

Taxa de Aquisição de Links

Uma métrica a ser observada pelos profissionais de SEO é a taxa de aquisição de novos links. Apesar de ser um bom objetivo ganhar links, não é um bom sinal ganhar muitos links de uma única vez pois os Search Engines podem detectar isto facilmente e pensar que é algum tipo de manipulação.

Pesquisa de Palavras-Chave

Pesquisa de Palavras-chave é uma estratégia em SEO que consiste em saber o que as pessoas procuram na Internet.

Para encontrar as palavras-chave corretas que devem ser trabalhadas no seu projeto de otimização de sites é necessário conhecer muito bem o conteúdo do site e descobrir como as pessoas tentam encontrá-lo – as palavras utilizadas exatamente. Para isso, o próprio conteúdo do site deve dar as primeiras dicas na sua pesquisa.

Ainda no começo, é importante identificar o segmento de mercado dos leitores do site. As palavras-chave podem não estar explícitas nas páginas do site, no entanto, podemos usar palavras relacionadas, palavras que os leitores utilizam para falar do seu conteúdo.

No caminho para encontrar as palavras-chave corretas, comece do amplo para obter o específico. Leia a sua página e coloque num rascunho todas as palavras que julga importantes para a página. Em seguida, analise e observe se realmente todas as palavras escolhidas estão relacionadas com a página específica.

Em seguida, pense em alguns sinónimos e formas de utilizar estas palavras, para que tenha um leque maior de opções. Ainda neste passo também devem ser identificadas as palavras negativas ou seja, as que estão fora do contexto para que não sejam colocadas palavras-chave com baixo grau de similaridade no trabalho de SEO. Utilizar sinónimos pode ser interessante, mas o foco não pode ser perdido.

Com estes passos feitos, é hora de expandir esta lista com auxílio de ferramentas e começar a ordenar  palavras-chave e a otimizar do site baseando-se em:

  1. Volume de tráfego
  2. Dificuldade de enfrentar a concorrência
  3. Volume de conversões possíveis com aquela palavra chave.

Conclusão

Faça o site de modo que o utilizador encontre o que quer, de maneira e leitura fácil, e com os conteúdos mais relevantes possíveis.